terça-feira, 30 de março de 2010

Vaso com flores

Acrilico sobre tela. 0m80 x 1m30 Dilamar Santos

domingo, 28 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

FLORIANOPOLIS-PRAIA DA JOAQUINA DOIS MOMENTOS

dunas. Pedra careca-ao fundo Ilha do Campeche.A dir.praia do Rio Tavares. Fotos do shigaribadau Leandro Martins

sexta-feira, 26 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

JOHNNY ALF

Johnny Alf morreu.Com ele toda uma parte da história da música popular brasileira.A nossa história é cruel com nossos ídolos. Não sobreviverá na memória popular.Ficará,como tudo que é bom,cada vez mais restrito a poucas pessoas.Para mim,ninguém traduziu melhor esta perda ,como Olsen Jr.em sua crônica que transcrevo.

JOHNNY ALF

A SEGUNDA MORTE DE JOHNNY ALF

Olsen Jr.

O descaso pelo talento (musical, literário, artístico) de alguém que se conhece e que (con)vive em nosso meio não é um atributo “só” brasileiro. Tampouco, a apropriação do produto desse talento de maneira efetiva, mas dissimulada por (e para) terceiros, a pretexto de um “novo” aprendizado paralelo e espontâneo como um esforço individual independente constitui-se em algo novo ou pode ser tomado como se fosse um comportamento “original”.

Em 1938, o escritor Scott Fitzgerald, já convivendo com a colunista Sheilah Graham, descobre por acaso no “Los Angeles Times” que o teatro Pasadena iria apresentar uma versão teatral do conto “O diamante tão grande quanto o Ritz”... Julgando ser um aceno para um futuro début na Broadway, ele e Sheilah comparecem ao evento em uma limusine com motorista e vestidos a rigor... Mais tarde descobrem que se tratava de um ensaio com um grupo universitário, e um deles – ao percebê-los na assistência elegantemente vestidos – indaga quem são? --- “Sou Scott Fitzgerald, responde --- o autor do texto”... “O quê! Surpreende-se o universitário --- você está vivo?”.

Algumas pessoas carregam essa aura, transformam-se em “lendas” ainda em vida, como ocorreu na música com Roy Orbinson, por exemplo... E com o nosso Alfredo José da Silva, heterônimo Johnny Alf, seu nome artístico.

Ambos foram gradativamente esquecidos, deixados de lado, a diferença é que o músico norte-americano teve o resgate de sua história e importância processadas em vida e morreu com o pé na estrada tocando na banda “The Traveling Wilburys”, junto com George Harrison, Bob Dylan, Jeff Lynne, Tom Petty e Roy Orbison, naturalmente e por puro diletantismo...

O pai de Alfredo era cabo do exército e morreu quando o menino tinha três anos de idade. A mãe era empregada doméstica e foi na família onde ela trabalhava que ele encontrou apoio para estudar piano. Por seis anos estudou música clássica, mas não resistiu ao apelo popular de seus ídolos, Cole Porter e George Gershwin e as trilhas sonoras dos filmes norte-americanos. Foi no Instituto Brasil-Estados Unidos onde aprendeu inglês e ganhou o apelido, adotado posteriormente, os professores o chamavam de Alf e uma amiga sugeriu o Johnny e aos 14 anos formou sua primeira banda.

Aos 25 anos quando tocava em boates, clubes, bares eram assíduos na platéia algumas figuras que ganhariam notoriedade como músicos, compositores e intérpretes, entre eles, Carlos Lyra, Sylvinha Telles, Lúcio Alves, Tom Jobim, Billy Blanco, João Donato, Dolores Duran, João Gilberto, Newton Mendonça, Bebeto Castilho, Roberto Menescal e Nara Leão, entre outros.

Juntar o ritmo do samba com as harmonias do jazz e da música erudita, isso o tornou único e também o fizeram conhecido. Aquele jeito intimista de cantar, como se estivesse sozinho em uma sala, que hoje causa admiração em João Gilberto, well, Johnny Alf já praticava no início da década de 1950...

... Mas os cultuadores da bossa-nova que chegou depois, nunca lhe deram crédito...

Reconhecimento que ele talvez não esperasse, mas que estava sempre muito aquém do seu virtuosismo. Tom Jobim o chamava de “Genialf”.

Luís Antônio Giron em seu texto crítico por ocasião da morte do artista, na Revista “Época”, afirma que “Johnny Alf não foi um “precursor”, como todo o mundo repete sem pensar. É melhor chamá-lo de fundador da moderna canção brasileira”.

Cidadão humilde, tímido e como todo homem de talento, extremamente generoso com aqueles que tentavam lhe seguir os passos, mesmo não lhe reconhecendo publicamente a influência.

A morte num asilo de velhos (casa de repouso é o cacete) em São Paulo, no dia 04 de março, aos 80 anos, do artista, compositor, músico de gênio, Alfredo José da Silva, digo, Johnny Alf, deve ter surpreendido todos que o conheceram, os que se lembravam que ele havia existido, os amigos que se afastaram dele e até e principalmente aqueles que beberam na fonte, no que era cult com o nome de samba-jazz (cinco anos antes de a bossa nova nascer) estes, como se viu na televisão, num misto patético e hipócrita de espanto e arrependimento, num pranto repetido quase afirmando, numa paródia daquele universitário em 1938 falando de Fitzgerald, “mas ele já não estava morto!”.









Johnny Alf "Bossa-Jazz" DVD

segunda-feira, 22 de março de 2010

INVICTUS

Margarete Aguiar, de Criciuma,viu,gostou e escreve a resenha.


Terça feira dessa semana,fui ao cinema assistir o filme " INVICTUS", que conta a história de Nelson Mandela (Morgan Freeman)após a prisão de quase 30 anos e acaba de assumir a presidência na África do Sul, em meio ao pós apartheid. Para unir seu país, une forças com o capitão(Matt Damon) da equipe de rúgbi da África do Sul. Passa-se em 1990 quando o país ainda está dividido entre os negros e os brancos e, através do esporte, Mandela dá forças ao time para chegar com tudo a Copa Mundial de Rúgbi de 1995 e, assim, juntar todos numa torcida só.
A luta pela união de seu povo o levou a ganhar o prêmio Nobel da Paz, em 1993.
Lembrando que a história do filme é verídica, Morgan Freeman está sensacional em seu papel e bem fiel ao Mandela: sotaque, roupas..tudo.
No filme aparece um poema inglês muito bonito , que Mandela usou durante o tempo na prisão como inspiração e serve para todos nós. Pesquisei na internet e trata-se de Invictus, de William E. Henley. Um trecho forte utilizado no filme é: “Não importa quão estreito seja o portão, como é cobrada a punição do que está escrito. Eu sou o mestre do meu destino. Eu sou o capitão da minha alma.”

O filme é uma adaptação do livro Conquistando o Inimigo, do jornalista britânico John Carlin, que dramatiza a maneira como Nelson Mandela fez uso político do Springboks, seleção nacional de rúgbi, que era um ícone do Apartheid.

Recomendo o filme e, se quizer ler, copiei e colei o tal poema abaixo.

Um abraço carinhoso

Marga


invictus

Autor: William E Henley-Tradutor: André C S Masini


Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

sexta-feira, 19 de março de 2010

...SÃO AS ÁGUAS DE MARÇO FECHANDO O VERÃO...

      Foto feliz e belíssima ,feita na praia do Campeche,por Dagmar Santos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Manifestação do poeta Aldo Votto ao ver o video abaixo.


O som, a cor e a beleza da paisagem
A gente nunca sabe; entra ano, sai ano
Mas esta voz, o tom e a mensagem
Nos ensinam que isto é que é ser humano

Aldo Votto

Jean Gabin - Je Sais

domingo, 14 de março de 2010

FLORIPA.

                acrilcico s/tela   1m20 x 1m00        Dilamar Santos

sexta-feira, 12 de março de 2010

O CUIDADOR- A revista dos cuidadores.


EDITORIAL (resumo)

Lastimar-se enquanto outros jogam a vida para frente? Aproveite a dificuldade para crescer. Assim como um empreendedor que vê no problema um novo desafio, não desista de você.
Nesta edição, um texto para pensar o cuidado com o outro que pode ser singelo, como ensina a crônica de Martha Medeiros.
O valor do cuidado masculino na história de dois homens. Como eles sabem cuidar!
Os medicamentos, como ter segurança no caso das manipulações. O controle de qualidade é fundamental.
Os limites aos filhos e a importante cumplicidade entre a escola e a família. Como melhorar essa relação?
E confira o mito de Pandora. Tanta coisa acontecendo fora e dentro de nós. O que procuramos demonstrar na capa e pode ser entendido no texto de R.Novaes-Bueno.
As mandalas que auxiliam na meditação e no relaxamento. Experimente, brinque com o sério, leve a sério a brincadeira.
Cuidar é também enriquecer-se de vivências e perpetuar-se. O tema do cuidador e a relação com a morte. Um olhar de vida. A dialética. O outro também vive em mim?
E pensarmos a ética, porque ela é parte do cuidado, pois não estamos sós no mundo.
O ato de cuidar é inerente à própria sobrevivência.
E quando ficamos esvaziados, a saudade. Penetre no poema de Liana Timm. A arte traz verdades.
Confira que a revista tem mais conteúdo neste número porque cresce junto com seus parceiros.
Boa leitura!

Marilice Costi
editora@ocuidador.com.br

quinta-feira, 11 de março de 2010

O CORAÇÃO DAS TREVAS- Joseph Conrad.

"Charlie Marlow marinheiro já calejado,é contratado por uma companhia de navegação, que explora marfim na Africa.A missão é subir o rio Congo atrás de um comerciante chamado Kurtz ,encarregado de cuidar do negócio, em um posto avançado em plena selva . Apartir deste ponto começa a construção de um dos mais densos relatos do romance moderno. A história nos remete a vários questionamentos. Desde a brutal diferença de culturas: a européia "civilizada"e a "barbara"nativa africana até a grande questão"Quem é o louco?" . Transformado em filme por Francis Ford Copolla,conserva fundamentalmente este questionamento :-Quem é o louco?-O livro,diferente do filme, fixa a questão da viagem ao coração do desconhecido-ou escuridão.- Narrado por um mestre -Joseph Conrad- um polonês que também faria sua viagem-Só que ao invés de subir o Rio Congo subiu o Tâmisa, para transformar-se em um dos maiores romancistas ingleses de todos os tempos! A narrativa do livro, no estilo marcante do autor ,sem pressa, vai construindo o cenário que deliciosamente envolverá o leitor até o final."

Dos lugares afins


Marilice Costi


fachada máscara armadilha bordel labirinto
baús mansões adega solário pátios armários
coberturas escondem masmorras?
todo mundo no fundo um porão

corredores escuros sobrado porta janela
pode alçapões para o céu

livre tramela aos amigos
no térreo calor há espera
cálices a guardar vinho
no carinho posta a mesa

mas só casa com outra casa
gerâneos com lambrequins
se ge(r)minarem um sótão

daí, que pode o delírio

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cântico Negro- José Régio


Cântico Negro

José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi

Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem

Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,

Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!



sexta-feira, 5 de março de 2010

OSCAR WILDE em sua defesa contra a acusação de homossexualismo.

“Nunca entendi o sentido do termo moralidade, a não ser como um meio de opressão. Sou, em suma, um decadente. Mas temo que a saúde de vocês possa ser mais doentia do que a minha decadência. Melhor sensacionalista do que imperialista. Temo pela saúde moral de uma nação inteira obcecada em determinar qual é o buraco certo. Vocês subjugam raças inteiras, condenam a massa da sua própria população à miséria e ao desespero, e só conseguem pensar que órgão sexual deve entrar onde”.E: “Vocês sustentam que homem é homem e mulher é mulher. Eu sustento que nada é simplesmente o que é, e que o ponto em que isso acontece se chama morte. Portanto exijo que meus defensores sejam metafísicos em vez de advogados e que o júri seja composto pelos meus pares – poetas, pervertidos, vagabundos e gênios.”

Fábrica

Acrilico s/tela. lm40 x lml0 Dilamar Santos

segunda-feira, 1 de março de 2010

 
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