quarta-feira, 27 de julho de 2011

TRIO FAVETTI - CURITIBA - DIA 11 de AGOSTO- QUINTA FEIRA


Imperdível!
Quem conhece, sabe do que estou falando !

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

O que carregamos no singular?

Marilice Costi.

Perfeição não existe. O que existe quando chegamos à maturidade? Ver nossos pais como seres humanos, aceitá-los com seus erros e acertos como todos nós. O que existiu na minha família foi muita luta, desde o início. Nada fácil. Muita economia. Tudo feito em casa. Roupas, sabão, chimias, sucos. Galinheiro, horta, pomar. Houve um tempo em que só havia água de poço, manivela, balde e corda... A água vinha respingando nos tijolos... Quantas vezes olhei para dentro, aquele fundão. Cuidado menina, sai de perto! Você pode cair dentro. Tempos depois papai instalou uma bomba. Graças a Deus! Mas quando faltava luz... era de novo a manivela. Em nossa casa ,choveu dentro durante muitos anos, molhava todos os livros, piano... Parava de chover na rua, dentro varríamos a água. Eu nem tanto, porque havia empregadas para atender tanta gente... Mas mamãe lastimava as paredes pintadas com cores que ela criava, as cortinas que tinha feito, os livros que grudavam as folhas e ela colocava no sol, punha talco... Papai tinha que reformar todo o telhado e protelava... Primeiro a fábrica... depois a casa... coisas de empreendedor. Tudo longe: escola, farmácia, igreja, amigos, hospital... Dependíamos de alguém que nos levasse na casa dos amigos. Raramente ou nunca vinham me visitar se não os fossem buscar... Cada um com suas coisas, que marcaram nossas vidas e relações para sempre. A casa cheia de filhos, de netos, de representantes, de padres, de freiras, de bispo, de parentes. Achavam que éramos ricos, mas controlava-se tudo, água, energia, nunca o alimento. Tanta gente para alimentar. Mas não havia consumismo, era só o necessário. Não faltou nada. Havia cuidado na família e cuidado na comunidade. Quanta riqueza!
 
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