terça-feira, 10 de junho de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

O analfabeto político
O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

             
              
  Vamos Consertar o Telhado?
            Se não me falha a memória, já publiquei esta historinha umas duas vezes; agora a publico tentando outra abordagem, tal qual um professor que lida com uma turma de alunos desatentos. Realmente é bem mais cativante ficar sonhando com o próximo jogo, com o próximo caso amoroso ou com o carro de seus sonhos. É realmente difícil estar-se atento à real qualidade de vida, cuja conquista muitas vezes exige esforço e renúncia. Bem mais fácil consertar bacias.
Mas vamos, de novo, à historinha que é o caso daquele marido que, num dia de chuva, após seu turno de trabalho, retorna a casa e vê que as bacias que aparam a água das goteiras estão furadas e vasando. Incontinenti reclama da esposa: “Pô, mulher, chove novamente e ainda não mandaste consertar as bacias?”.
Há pouco, recebi mais uma dessas mensagens que sugerem protesto contra algo, ou seja, sou convidado a participar do conserto de mais uma bacia. É fácil, demasiado cômodo ficar-se sentado à frente da telinha assinando protestos, consertando bacias. Difícil, por desconfortável, é cuidar-se do telhado que, aliás, está prestes a cair. A ilusão de que se está resolvendo algo assinando listas virtuais, leva os indivíduos à uma postura acomodada, preguiçosa, totalmente incapaz de produzir qualquer mudança significativa. É realmente triste ver-se tanta energia desperdiçada por mal canalizada.
As pessoas querem mudanças, mas se acovardam diante das dificuldades, principalmente quando há a opção de agir ou tomar do ópio que vem das telinhas. Não que eu pense que, via Facebook nada possa ser feito. O perigo é pensar-se que lá, no “face”, as coisas vão ser resolvidas. Temos um corpo que necessita de ação, de contato físico com amigos; imaginar que podemos resolver tudo de forma virtual pode ser considerado como um “desvio de conduta” ou mesmo uma doença, pois é uma obstrução à Vida no seu sentido Real. Se esta colocação fica dúbia, esclareço: o que coloco como “Vida Real” é a que se dá no contato direto entre as pessoas, nos encontros entre elas, sem fugir para trás de uma tela e de lá nunca sair. Nem uma pessoa com problemas de locomoção deveria optar por tal conduta; que dirá alguém fisicamente saudável!
A pressa ou o conjunto de compromissos diários de cada um pode ser um forte pretexto para a inação política. Outra razão para a inação, esta consistente, é a preservação da vida: o medo de correr riscos. Faz sentido, porém há que pesar-se se o medo de se subir no telhado para consertá-lo não estará te levando a algo bem pior: o telhado cair e, se não te matar ou ferir, pelo menos te deixará desabrigado, comprometendo tua qualidade de vida.
Vamos consertar o telhado?
miguel angelo
260214

domingo, 19 de janeiro de 2014

BOBBY VINTON-BLUE VELVET

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cloaca News: ZERO HORA LEVA O OSCAR DA EMPULHAÇÃO

Cloaca News: ZERO HORA LEVA O OSCAR DA EMPULHAÇÃO: . Clique para ampliar a imagem . O pobre diabo do leitor que abriu a edição do último domingo, 17, do tabloide Zero Hora , deparou...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

sábado, 16 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

NINGUÉM DEFINIU MELHOR DO QUE A SOCIALISTA MORENA


Nem todo direitista é derrotista, mas todo derrotista é direitista. Reparem no capricho do léxico: as duas palavras são quase idênticas. Ambas têm dez letras, soam similares e até rimam. Se você tem dúvida se alguém é de direita observe essas características. Começou a falar mal do Brasil e dos brasileiros, a demonstrar desprezo por tudo daqui, a comparar de forma depreciativa com outros países, é batata. Derrotista/direitista detectado.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Welcome to Earth [HD]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013




O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(E nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E ha uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...
Mario Quintana

sábado, 14 de setembro de 2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013


                       LINDO  ALVOROÇO.

            Hoje, dia lindo, quase verão, uma amiga me perguntou: “Será que chegou o verão?” Eu, “medíocre como político”, respondi-lhe: “Creio que ainda teremos frentes frias...” Ela, que desejava que eu lhe prometesse o Sol, fez cara de amuada; continuei “Repara, fulana, se tu, que és uma mulher inteligente, ficas contrariada com esta resposta, como um povo ignaro elegeria alguém que, antes das eleições, dissesse a verdade nua e crua?” Rimos juntos...
Fazia tempo que nada acontecia nesta terra. As privatizações do final do último milênio associadas à revolução tecnológica – computadores pessoais, telefones celulares, cartões de crédito etc. - deram início a uma ciranda consumista que anestesiou o mundo inteiro, que a nada reagia; tanto que andei instigando a que se lesse o livro “Indignai-vos!”, de Stéphane Hessel para ver se alguém despertava para voltar a atuar historicamente.
“A vida vem em ondas como um mar” (Lulu Santos). Estávamos vivendo um recalmão, aquela calmaria, geralmente morna e abafada, que antecede fortes temporais. Estes protestos populares, alegando aumento no preço dos transportes, e, agora, os protestos contra a vinda de médicos estrangeiros, nada mais são que as primeiras ondas anunciando a procela iminente. Pra variar, as explicações para este fenômeno são simplistas e apenas espelham os interesses de cada facção política, pois a muito poucos interessa saber da complexidade dos fenômenos. O estéril jogo de mútuas acusações, típico de uma política pobre, por sua vez consequente de um povo não educado para tal, ofusca qualquer possibilidade de compreensão dos fenômenos.
Num simples “efeito dominó” em que uma peça derruba a seguinte, o fenômeno não se reduz ao fato de uma pedra cair sobre a outra; para que a primeira caísse, foi necessária a vontade de alguém para que a derrubasse. O que moveu essa vontade?
No caso presente, vejo uma infinidade de fatores que teriam levado esse mar de consumidores a uma perplexidade exasperante diante do vazio que se sente após cada nova aquisição: os períodos de “felicidade” cada vez mais curtos, até que passam a nada mais representar, pois, já ao adquirir um novo brinquedo, o consumidor antevê o gosto amargo da frustração iminente, como quem, enjoado de transar com determinado parceiro(a), mesmo assim vai pra cama com ele(a); no dia seguinte está de mau humor. Um povo frustrado é como uma bomba relógio: questão de tempo. Para povo despreparado basta pão e circo; Sair deste círculo vicioso, só mesmo com educação política, nas escolas e nos meios de comunicação.
Até lá, aguentem mentiras, mas façam bastante alvoroço! É perigoso, mas, no fundo, saudável. Bem melhor do que aquela apatia. Mas tentem pensar um pouquinho, olhar um pouco mais longe: isto também é saudável.
miguel angelo
 
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