quarta-feira, 27 de junho de 2012

Antonio Melos e seu novo trabalho.

são jorge da capadócia. acrilico sobre madeira.
                               

sexta-feira, 15 de junho de 2012

DILAMAR SANTOS NA ASSEMBLÉIA


Dila, ao lado de seu quadro Ibirapuera, que hoje pertence ao acervo da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

domingo, 10 de junho de 2012

PRA QUE SERVE UMA RELAÇÃO?


PARA QU
Ê SERVE UMA RELAÇÃO?

Dráuzio Varella
 
......Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela,  para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.......Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete,  para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
......Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. ......Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. ......Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. ......Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP. Nasceu em São Paulo, em 1943.Este seu artigo está sendo divulgado pela internet.

terça-feira, 5 de junho de 2012

MODÉSTIA OU HUMILDADE?

                                       Otávio Mangabeira beijando a mão do general americano Dwight  Einsenhower

                                                          Modéstia ou Humildade?
                                                                        Miguel Angelo

        Em 2004 escrevi um ainda tímido “Não seja humilde”; hoje venho reiterar minha posição assumida naquela data. É que hoje tive que me despir de qualquer vaidade ou presunção e assumir meu lado humano falível. O finado Jânio Quadros teria dito “Fi-lo porque qui-lo.” E eu digo que fi-lo porque não vi outra saída além da admissão de minha condição de mortal falível.            Ignoro quando foi introduzido na linguagem o substantivo humildade, tampouco sei o exato momento em que passou a ser estimulado como algo construtivo, elevado, mas sei que fui, de pequeno, estimulado nessa falsa direção. Beijar a mão do vigário... quer pior gesto de humilhação do que este? Pois eu, quando pequeno, era obrigado a fazê-lo, sob pena de admoestação ou mesmo de severo castigo, no caso de me recusar a esta postura subserviente. Então, quem criou isto? A Igreja Católica? Por certo, e numa jogada inteligente em que “eu obedeço ao padre e ele, representante de Deus na Terra, tem domínio sobre mim.” A saída seria eu me tornar padre para que os outros, então, me beijassem a mão. Mas não cheguei lá.            Fui seminarista, por uns cinco ou seis meses, no Seminário São Francisco de Paula, em Pelotas, no ano de 1950, donde, noutra manobra inteligente do clero, fui expulso por “mau comportamento” ou “insubordinação”, nunca fiquei sabendo a exata alegação. Mas, isto posso contar em pormenores noutra ocasião. O fato é que, quando completava doze anos, não aceitei uma injustiça. Limpar banheiros, inclusive limpar vasos sanitários, isto nunca me incomodou, pois, afinal, faz parte da vida; agora, não me venham com jogo sujo, humilhação. Em virtude de pressões psicológicas, fui curvado até há poucos anos, sendo que ainda me pego, às vezes, um tanto vergado: conseqüência do hábito.Ter-se a exata noção de como se comportar, sem arrogância ou humildade, não é assim tão fácil. Vivemos num país de “humildes”, onde a subserviência já foi regra, mas que estamos superando. Foram quinhentos anos sob o jugo da cruz, que ainda não foi abolida nas assembleias representativas de uma nação tida oficialmente como laica. Essa atitude hipócrita é, talvez, nosso pior defeito, a base de tanta corrupção: uns se fazendo humildes para adquirir benesses e, os que deveriam ser representantes do povo, assumindo postura de superiores, dando a mão à ser beijada. No dia em que nosso povo erguer a cabeça, um novo horizonte se descortinará para ele que, sem humildade, esta atitude estúpida, vai suplantar a arrogância, encontrando o caminho do meio, o da modéstia, do equilíbrio.

domingo, 3 de junho de 2012

Nós homens, concordamos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A ERA DAS COMUNICAÇÕES- O RETORNO

                                  A ERA DAS COMUNICAÇÕES- O RETORNO.
                                  
                                                                                    Aldo Votto


Há trinta e sete anos, um menino, melhor seria dizer “um guri”, do sul do país incursionava arriscadamente pelo gênero da crônica, talvez estimulado pela professora de português e pelo prestígio de autores como Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino, celebridades das letras àquela época e, desde então, grandes referências literárias do país.
E outro dia, um senhor cinqüentão, remexendo gavetas encontrou o texto escrito a lápis numa sobra de caderno espiral escolar. Sem se impressionar com correção gramatical e ortográfica – até porque essa muda de quando em quando -, tampouco com o estilo, o leitor do século XXI se surpreendeu com a atualidade do tema da croniqueta. E entendeu que valia a pena tentar reeditá-la com comentários:

Ainda ontem, ao sair do trabalho resolvi parar numa lancheria e pedir um cafezinho.
Sentei-me num desses bancos altos de balcão e notei ao meu lado um homem calvo, com certa saliência no abdômen. Pareceu-me alto e estava com um chapéu cinzento, o qual lhe tornava a aparência mais sóbria.

O rapazote sulista chamava lanchonete pelo nome que lhe é dado nas latitudes brasileiras que se encaminham para a Antártica e parecia descrever o seu leitor desconhecido do futuro.

Parecia bastante interessado num jornal que mantinha muito perto do rosto. Devia ter esquecido os óculos ou talvez simplesmente fosse um míope desavisado.
Resolvi iniciar uma conversa desinteressada, pois não tinha pressa e realmente o homem me chamou a atenção, talvez por ser o tipo físico que correspondia ao do homem comum, justo, trabalhador e honesto.

O leitor do futuro imediatamente transportou os personagens para a sala de espera de um aeroporto, paisagem muito frequente no seu dia-a-dia profissional. E se viu repetindo a intenção do personagem da crônica. Só que no seu tempo, o leitor de jornal da crônica antiga, mexia num computador portátil do tamanho de uma prancheta e aparentava ler o que parecia ser um jornal.

- O senhor tem fósforo?
Sem mesmo um piscar de olhos, me respondeu fria e indiferentemente:
- Não.
Depois de ter conseguido fósforos, arrisquei:
- Aceita um cigarro?
- Não.

Impossível! Num aeroporto, na segunda década de um século pleno de conhecimento sobre os malefícios do tabaco e cheio de restrições ao ato de fumar em locais públicos e fechados, a aproximação seria mais que politicamente incorreta, seria ilegal. Mas a rejeição ao contato poderia vir na resposta a um pedido de informação sobre o número do portão ou do vôo, por exemplo.

Não desisti e arrisquei novamente:
- Está muito ruim esta situação de crise geral em todo o mundo – olhando discretamente o jornal do homem.
Veio-me a resposta:
- É.


Nesse sentido, a pequena crônica juvenil permanece muito atual. Nada a reparar. Nem mesmo na resposta do personagem renitente.


Realmente meu amigo não estava disposto a dialogar. Notei que deixara o jornal e agora olhava atentamente a televisão colocada ao alto, numa posição estratégica do bar.
Um locutor apresentava os fatos que há pouco meu amigo lera no jornal. Aproveitei a oportunidade e insisti:
- A televisão tem um volume maior de anúncios do que propriamente programas.
Dessa vez meu amigo apenas assentiu com um leve movimento de cabeça.
Pedi um outro café, pois estava disposto a arrancar uma resposta de pelo menos duas palavras daquele homem que não sei quem era, onde morava ou mesmo o que fazia na vida.

Neste trecho, por razões mercadológicas e publicitárias, no ambiente da nova crônica mental do leitor do futuro presente, os aparelhos de televisão de tubo catódico deram lugar a monitores de cristal líquido que veiculam programação enlatada, enquanto algumas notícias correm em pequenos letreiros movediços, da esquerda para a direita, no mesmo lugar das legendas dos filmes de cinema. Mas o homem arredio do futuro atual da crônica de ontem reeditada, estaria olhando para eles. Sem dúvidas. E o personagem que pedia café, pediria outro expresso. O que, convenhamos, talvez não carecesse de revisão num texto atual. Felizmente.

Enquanto meu amigo continuava de olhos pregados na tevê, resolvi fazer minha última investida:
- O senhor trabalha por perto?
- Sim.
Vi-o então apanhar o jornal sobre o balcão, dar uma última olhada na tevê e se encaminhar à cabine telefônica.


Agora sim. Este parágrafo não pressupõe de modo algum o admirável mundo novo da invenção de Graham Bell. Cada cidadão que quer fazer uso do telefone no futuro do pretérito do jovem autor, hoje, tem sua própria cabine telefônica. Infelizmente, aberta e localizada em qualquer lugar: numa cabine do banheiro; no balcão do bar, na fila de embarque, na poltrona ao lado no avião e, enfim, em qualquer espaço em que o vizinho pode ouvir pelo menos um lado da conversa, em geral aos gritos, aparentando visar à informação de todos no entorno.

Não foram necessários quinze segundos para que eu concluísse que realmente estamos na Era das Comunicações.

E com esse final a crônica do garoto de quatorze anos fez o homem de cinqüenta parar para pensar e concluir sobre o aparente paradoxo apontado pelo adolescente que ele próprio foi: a era das comunicações continua em pleno desenvolvimento e cada vez mais parece mais simples o contato à distância com quer que seja e muito mais difícil trocar uma palavra com o ser humano ao lado.






sábado, 26 de maio de 2012

O QUE FAZ UMA FOTO BELA?

                                                                by  Karina Córdova

AMIZADE MUDANDO A LINGUAGEM?


terça-feira, 22 de maio de 2012

RESSACA HOJE PRAIA DA ARMAÇÃO.SUL DA ILHA DE SANTA CATARINA.




FOTOS  SERGIO ASPAR

terça-feira, 15 de maio de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

FECHADURA DO ATELIÊ

                                       QUEM INVENTOU A PRESSA?

                                                                                     miguel ângelo


                Seria curioso fazer-se uma viagem no tempo e descobrir a origem dessa praga que tomou conta da vida moderna, a pressa. Seria curioso mas não é, neste momento, minha proposta. Prefiro contar como saí dessa armadilha. Não foi uma coisa calculada, foi acontecendo...            Em 1970 estudei no Curso Anglo Latino em Sampa, na época, o melhor cursinho de exatas do Brasil. Não lembro o nome do professor de física, mas era um coroa, sem sorrisos, ex-professor do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica – o Top do Brasil). Essa fera certo dia nos ensinou que a energia necessária para um corpo se deslocar de zero a sessenta km/h, aumenta aritmeticamente; que a partir de sessenta até (se não me engano) 360 km/h, a energia exigida passa a ser exponencial, ao quadrado. Trocando em miúdos: qualquer veículo andando no plano, sem vento, consumirá o mesmo por km rodado, seja qual for a velocidade entre zero e 60km/h; ultrapassada essa marca, passará a consumir energia/combustível numa razão geométrica, ou seja consumirá bem mais; melhor ainda: quanto mais correr, mais consumirá por km rodado.            Essa informação me ficou lá no fundinho de meus arquivos de memória como coisa esquecida. Em 2008, pensando na questão do Respeito, que deveríamos respeitar TUDO, a ficha que continha a informação saltou do fichario e caiu bem defronte meus olhos. Acostumado que estava a andar bem acima de 60km/h, resolvi dar uma baixada e estabeleci meu limite na marca de 80km/h. Asseguro que não foi assim tão fácil, mas fui acostumando. Numa viagem que fiz à cidade de Rio Grande, lá o limite era 60km/h; gostei e, na volta pra Floripa, mantive-me em marcas inferiores a 80km/h. O consumo do ranchomóvel despencou. Antes de 2008 o rendimento era de cerca de 10,5km/litro, tanto nas estradas como na cidade; agora, na cidade (aqui em Floripa) faz mais de 12km/l e, nas estradas, andando a 80km/h, varia de 13,5km/l a 15km/l, dependendo do trânsito. Note que andar a menos de 80km/h nas BRs é complicado...            Pois bem, por querer respeitar a Natureza reduzindo a emissão de gases, ganhei um prêmio maior, e inesperado: fiquei mais calmo, bem mais. Passei a ver mais as paisagens, fiquei menos esquecido - aquela coisa que a gente, que sai correndo e esquece, sabe? Antes, que tinha pressa, me faltava tempo; agora, que estou cheio de projetos e compromissos, sobra-me tempo. Parece-me que a pressa é uma das pragas modernas, irmã da ganância; ambas filhas da falta de respeito, por si e pelo Mundo à volta. Respeitar é mais do que ver o “direito” do outro; é ver o outro em si.            Quem ensinou que Tempo é Dinheiro, mentiu; ludibriou todos que nele acreditaram, e muitos destes se tornaram aleijões. A saída é reduzir a velocidade, comer mais devagar, arrumar tempo pra ler, encontrar os amigos... Falei “encontrar os amigos” e não simples “relações”, essa coisa superficial, vazia de sentido, própria de quem tem pressa.

terça-feira, 27 de março de 2012

Chupado na cara-dura do blog do zeca

PORQUE GOSTO DE SER RETRÔ
 José lisboa
Carlos Drummond de Andrade disse que após os 70 anos, pode-se dar uma banana para o mundo. Ótimo. Como me faltam apenas um ano e meio para esta data, já estou praticando, com prazer, o gesto.
Cansei de tentar ser moderninho, tentando acompanhar a última moda na música, no cinema, nas artes plásticas. Cansei porque essa é uma atividade extremamente cansativa. Quando estamos dominando algum novo movimento, já aparece outro. E tudo recomeça. Os modismos se sucedem com cada vez maior rapidez.
Federico Fellini dizia que um dos maiores problemas da atualidade é o da hiper comunicação. Falou isso nos anos 70. Imaginem se vivesse hoje!
Refugio-me em alguns lugares do passado. Vivo bem lá, as coisas são tranquilas, sem sobressaltos.
Vejo filmes cujas cenas são lentas, pausadas, imagens como um quadro de Matisse. Nada de cinema fliperama. Assisti a um filme de Akira Kurosawa (Trono Manchado de Sangue) cuja lentidão é um exercício para nossa paciência. Curto filmes de Alfred Joseph Hitchcock (meu tocaio, descobri agora), cujo suspense é organizado e cerebral. A cor preferida é P&B.
A propósito, no trânsito urbano, ando sempre pela direita, o lado de quem não quer ser incomodado. Geralmente, dessa maneira, chego antes, embora isso não tenha a menor importância.
Alimentação é um ritual de provar, com calma, o sabor dos alimentos que, na minha idade, podem e devem ser ingeridos em quantidades cada vez menores É o slow food, dentro da slow life.

Ouvir música é um capítulo à parte. Nada de Adele, ela vai ser substituída logo, como foi a coitadinha da Amy Winehouse. Ouço jazz, que é eterno. Experimentem o prazer de ouvir, por exemplo, Take the A Train, de Billy Strayhorn, com a Nikki Yanofsky. Ou assistir, em DVD, “A Concert of SACRED MUSIC At Grace Cathedral”, com o imortal Duke Ellington. Deliciem-se ouvindo o CD de Susannah McCorkle todo com músicas de Cole Porter. Ou a voz poderosa de Dee Dee Bridgewater, cantando blues de raiz. Ou a maravilhosa inglesa Jane Monheit cantando música brasileira de Tom, Marcos e Paulo Valle e Ivan Lins, com encantador sotaque lusitano. Ou ainda, Ray Charles, no Olimpia de Paris, em um de suas últimas apresentações. Ou Dina Washington, ou Sarah Vaughn, ou Ella Fitzgerald, ou Jamie Cullum, ou Melody Gardot...

Escuto, sempre, rock’n’roll, com Brenda Lee, Jerry Lee Lewis, Little Richard e Chuck Berry, ou mesmo, John Lennon.

E, por fim, nada, mas nada mesmo, de televisão e jornal. Alienação é fundamental.


domingo, 25 de março de 2012

SINDROME DE SUPER HOMEM.- Miguel Angelo

                                            

            Segundo Nietsche, “O homem é corda sobre o abismo entre o animal e o Super-Homem”. Esta é uma visão filosófica que merece consideração. Mas não é a este Super-homem que se vai referir este texto; minha intenção, neste momento, é trazer à tona os malefícios dessa leitura de heróis salvadores da humanidade: os Super Heróis .Viver fantasias é coisa maravilhosa no mundo infantil, mas há as fantasias construtivas e as destrutivas; o Super-Herói faz parte do segundo grupo. As histórias, que se inventam para as crianças, vão muito além do simples lúdico; elas formam uma mentalidade, uma cultura. Nada é indiferente; tudo tem seus reflexos na formação do caráter do adulto que essa criança um dia se tornará, e a figura do Super-Herói tende a criar uma sociedade de indivíduos que, acomodados em seus afazeres, deixam sempre para o Estado a solução dos eventuais problemas sociais. Ele não apreende que o Estado, seu representante, é eleito por ele, é uma parte dele, nasce dele.           
     Se, além de cobrar impostos, o Estado tem poder de requisitar cidadãos para um júri, para atuar junto às urnas nos plebiscito ou convocá-los em caso de guerra, o que significa isto? Significa que é legítimo o trânsito Estado/Indivíduo, ou seja, é um caminho de mão dupla: o cidadão tem que se submeter às leis e o Estado tem o dever de ouvi-lo e protege-lo. No entanto criou-se a mentalidade da dependência irresponsável: aquele que deveria ser um cidadão comporta-se como criança ignorante de seus direitos e deveres, um indivíduo simplista que só sabe que tem que pagar seus impostos e que é obrigado, em certas ocasiões, a votar.        
  O imaginário de heróis criou indivíduos não cidadãos, sem sentido crítico e facilmente manipuláveis por notícias falsas e/ou tendenciosas. Tais indivíduos, em sua infantilidade, só resmungam reclamações e jamais reclamam a quem de direito, pois vivem esperando a visita surpresa de um Super-Herói que tudo resolverá com seus super poderes. É patético, mas é a realidade, realidade que pode ser mudada com uma educação mais realista, onde as crianças se divirtam com histórias fantásticas mas que as preparem para a vida social; que fiquem espertas mas amigas; que não sigam a mentalidade imbecil que rolou na abertura do atual BBB, quando o panaca do apresentador - cujo nome omito por não merecer ser repetido – em sua primeira intervenção se dirige a um dos “heróis” e lhe pergunta qual dos demais candidatos lhe havia causado a pior impressão, ou seja, qual deles ele mais detestou. Simplesmente asqueroso!          
  Chega de podridão, de falsos heróis; mudemos o curso da história, vamos a um Respeito consciente do valor do outro, do diferente. Ingênuo é quem acredita no Super-homem. Quem acredita no Homem é sábio, pois sabe que, embora falho, o Homem é possível.      

quarta-feira, 7 de março de 2012

JUSTIÇA BRASILEIRA E NO MUNDO


"A justiça sempre foi par da simplicidade.Os homens a endeusaram para que juntamente fossem considerados superiores."
 
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